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Sobre o Brás

Os primeiros registros do bairro do Brás remontam ao início do século 19, quando foi pedida a edificação de uma capela em homenagem ao Senhor Bom Jesus de Matosinho em uma chácara de José Brás (na época, Braz). As primeiras referências a este José Brás constam em atas da Câmara dos Vereadores de 1769, quando se despacharam petições em seu nome.

A chácara ficava na margem de uma estrada que levava à Penha. Em determinado trecho a estrada, que era conhecida como Caminho do José Brás, passou a ser a Rua do Brás, hoje com o nome de Avenida Rangel Pestana.

No ano da proclamação da República, a capital contava com 65 mil habitantes. O desenvolvimento do bairro foi lento, até que veio a cultura do café e com ela chegaram os imigrantes. Ora, a Hospedaria dos Imigrantes ficava no Brás. Assim que eles desembarcavam em Santos, eram encaminhados – de trem – ao Brás, daí partindo para as lavouras de café no interior do estado.

Mas muitos imigrantes preferiam ficar na Capital, o que transformou o bairro num local em que a influência italiana foi decisiva. Muitos também foram para o interior mas voltaram em seguida. O regime imposto pelos fazendeiros era escravocrata. A hospedaria está transformada no Memorial do Imigrante.

As fábricas juntaram-se ao café e trouxeram grande desenvolvimento ao bairro. Os italianos começaram a montar pequenas fábricas e o progresso chegou depressa. Basta ver: em 1886 o Brás tinha 6 mil habitantes; sete anos depois era cinco vezes maior, com italianos em grande maioria. O bairro era uma pequena Itália, de modo que em determinadas ruas falava-se mais o italiano que o português. Foi um tempo de muitas brigas entre brasileiros e italianos.

Na década de 40 devido a uma grande seca que atingiu estados do Nordeste, começou no bairro uma constante e progressiva entrada de nordestinos, na mesma medida em que diminuiu a chegada dos italianos. A seca de 1952, igualmente forte, trouxe para a capital, durante alguns meses, mais de 1.100 nordestinos por dia, que desembarcavam na “Estação do Norte", hoje Estação Roosevelt ou Estação do Brás.

Conheça os principais pontos turísticos do bairro do Brás e suas proximidades:

Porteira do Brás em 1950
Tela de BENEDITO CALIXTO – Largo e Matriz do Brás (1862), 1918, Museu Paulista
Parque Benemérito José Brás: Rua Piratininga, 365 – Brás
Catavento Cultural e Educacional: Praça Civica Ulisses Guimaraes Palácio das Indústrias
Mercado Municipal de São Paulo: Rua da Cantareira, 306 – Brás
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo: Rua Alvares Penteado, 112
Mosteiro De São Bento: Largo De São Bento
Pateo do Collegio: Largo Patio do Colegio, 02
Solar Da Marquesa De Santos: Rua Roberto Simonsen, 136
Theatro Municipal: Praça Ramos de Azevedo, s/nº
Pinacoteca: Praça da Luz, 02
Mosteiro da Luz e Museu de Arte Sacra: Avenida Tiradentes, 676
Museu da Imigração: Rua Visconde de Parnaíba, 1316 – Moóca